Romantismo, Imprecionismo e Modernismo

O PROGRAMA

O recital apresenta compositores que tiveram suas produções artísticas no século 19 e começo do século 20. O século 19 viveu os ideais da Revolução Francesa de Liberdade, Igualdade, Fraternidade e, assim como a música, todas as outras artes absorveram essas novas ideias. Na música, os compositores valorizaram as emoções como fonte de inspiração, pois, segundo seus pensamentos, certas realidades só podem ser captadas através da emoção, do sentimento e da intuição.

O piano, inventado pelo italiano Bartolomeo Cristofori (1655-1731), no começo do século 18, tornou-se o grande instrumento do século 19. Impulsionado pelos avanços tecnológicos da Revolução Industrial e por uma crescente classe média cada vez mais apreciadora e praticante de música o piano passou a ser comercializado com grande sucesso. Os compositores encantados com este novo instrumento e com sua sonoridade o escolheram como o ideal para transmitir suas inspirações e seus sentimentos. Com suas 88 teclas, é o único instrumento que tem em seu teclado todas as notas musicais. Os outros instrumentos têm somente partes das notas.

O compositor alemão Robert Schumann (1810-1856), nascido na Alemanha representou muito bem este período musical conhecido como Romantismo, tão rico, que percorreu todo o século 19, até o início da Primeira Guerra Mundial, em 1914. As bases criativas de Schumann foram o sonho, a fantasia e as sensibilidades humanas, e passaram a exigir do pianista técnica e emoção nas interpretações.

Na França, no final do século 19, compositores franceses inovaram buscando uma sonoridade original francesa procurando descrever musicalmente, além das emoções, imagens da imaginação do artista ou da realidade. O piano francês, assim chamada a nova sonoridade criada pelo movimento impressionista, como ficou conhecido, teve a liderança dos franceses Claude Debussy (1862-1918), Erik Satie (1866-1925) e Maurice Ravel (1875-1937).

O piano é o instrumento que representa a era industrial e a era da cultura urbana que surge a partir da metade do século 19. Foi assim no Brasil. A chegada da corte portuguesa em 1808, com o príncipe regente Dom João, grande apreciador das artes e principalmente da música, trouxe o piano para terras brasileiras. A abertura dos portos e os tratados firmados com a Inglaterra foram os principais fatores que determinaram a entrada maciça de pianos no Brasil. Incentivado pela corte portuguesa, grandes artistas europeus passaram a se apresentar no Rio de Janeiro e São Paulo e isso foi formando excelentes músicos brasileiros. A origem da rica música brasileira estava formada. Neste contexto vemos surgir os grandes nomes de nossa música, como Ernesto Nazareth e Heitor Villa-Lobos, período em que a música brasileira ganha também em autonomia e identidade própria. A obra de Villa-Lobos é o primeiro grande marco da música clássica brasileira. No mesmo período, a música popular consolida os gêneros do choro e do samba, que se tornaram marcas registradas do Brasil.

 PROGRAMA | ABRIL 2019

Nesta rua tem um bosque – Cirandinhas

Tangos Brasileiros
Odeon
Brejeiro

Rêverie (Träumerei) / Sonhando
Novellettes op.21

Tico-Tico no Fubá (Choro Sapeca)

Gnossienne 1

Masques – Máscaras
“Général Lavine” – excentric
Clair de Lune
Toccata

COMPOSITORES

HEITOR VILLA-LOBOS
(1887-1959)
ERNESTO NAZARETH
(1863-1934)
ROBERT SCHUMANN
(1810-1856)
ZEQUINHA DE ABREU
(1880-1935)
ERICK SATIE
(1866-1925)
CLAUDE DEBUSSY
(1862-1918)

QUEM FAZ

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DANIELI LONGO

CONCERTISTA
Diplomada pela École Normale de Musique de Paris e pelo Conservatoire National de Musique de Strasbourg, Danieli Longo desenvolve intensa atividade como professora, pianista e pesquisadora. Durante o período de estudos na França, recebeu orientação dos renomados professores Victoria Melki, Claudio Chaiquin e Aquiles Delle-Vigne. A convite deste, integrou o conceituado “Festival Flaine Musique” na Haute-Savoie, na França. Participou de várias Masters Classes, entre as quais se destacam as ministradas pelos pianistas Peter Schmallfuss (Alemanha) e Aldo Ciccolini (França/Itália). Premiada em importantes Concursos no Brasil dentre os quais o Concurso Nacional de Piano Arnaldo Estrela; Concurso Nacional de Piano de Ribeirão Preto e o Concurso de Piano Paulo Giovanini; na França foi premiada pelo Conservatoire National de Strasbourg. No Brasil deve sua formação pianística aos professores Paulo Giovanini, Homero Magalhães e Beatriz Balzi. Apresentou-se no Brasil, França, Hungria e Itália como camerista e em recitais solo. Como solista apresentou-se frente a Orquestra de Câmara de Blumenau, Orquestra Sinfônica de Barra Mansa e Orquestra Sinfônica do Paraná. . Em 2012 e 13 realizou turnê na Europa, onde se apresentou na prestigiosa Sala Piatti em Bergamo e no histórico Teatro Rossini-Lugo em Ravenna na Itália. Este concerto teve objetivo humanitário, recebeu o apoio do Ministério da Cultura - MINC e o “1o lugar” pelo Edital de Intercâmbio – Eixo Artes. . Destaque ainda para sua participação no Festival Música Nova – Gilberto Mendes: em 2013 como solista da Orquestra Sinfônica de Barra Mansa sob a direção do Maestro Vantoil Souza. Em 2015 realizou a estreia paulistana do “Concerto para Piano, Orquestra de Cordas e Percussão” do compositor brasileiro Liduino Pitombeira, frente a Orquestra Acadêmica da UNESP, sob a regência do Maestro Lutero Rodrigues.

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LIANA JUSTUS

CURADORIA
Há 25 anos formando novas plateias em música clássica! Mestre em História pela Universidade Federal do Paraná; Especialista em História da Música pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná; Licenciada em Educação Musical; Curso Superior de Piano; Palestrante e Pesquisadora; Membro da Academia de Cultura de Curitiba; Membro do Centro Feminino de Cultura; Coautora de 11 livros publicados sobre música, dois deles finalistas do Prêmio Jabuti de 2008 e 2011. www.lianajustus.com.br

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