UMA NOITE COM PIANO E CLARINETE

O PROGRAMA

O MODERNISMO

O século 20 foi um século de grandes e rápidas mudanças. O homem desse período teve de se adaptar a muitos progressos que se refletiram no seu dia a dia. A música tornou-se mais dissonante e com grande variedade de estilos, apresentando-se muito ligada à imagem, por causa do cinema.

Importante salientar que o século 20 é o primeiro da história da música que teve o privilégio de ouvir música de todos os períodos.

Hoje, podemos passear pela história da música, desde o canto gregoriano da Idade Média, a polifonia do Renascimento, a música do período do Barroco, a música do período Clássico e do período do Romantismo até a música de nossos dias, no mesmo dia e à nossa escolha. Antes, não existia a gravação, o rádio, a televisão, o cinema, e a música se perdia no momento em que acabava de ser executada. Hoje, podemos escutar em um dia 1.000 anos de música!

Assim como o classicismo e o barroco valorizavam a estética e o romantismo valorizava a expressão de sentimentos, o modernismo valorizou especialmente a inovação e as percepções sensoriais abstratas.

A palavra mais usada neste período é “inovação”. A música modernista é baseada nos valores filosóficos e estéticos do modernismo, cujo princípio mais importante é a ruptura com a tradição e a inovação permanente.

O MODERNISMO MUSICAL NO BRASIL

O modernismo no Brasil e no mundo refletiu a gama de mudanças ocorridas a partir do início do século 20 na sociedade. A velocidade e as características principais variaram de lugar para lugar. O começo deste movimento no Brasil foi a Semana de Arte Moderna de 22, em São Paulo. Propunha o diálogo entre o antigo e o novo. Na arte brasileira surgiu a necessidade da criação de uma identidade nacional até então inexistente. Villa- Lobos será o grande representante brasileiro desta ideia na música brasileira. No caso da música, as estruturas das canções populares e do folclore são absorvidas pelo músico, gerando uma arte nova em termos de conteúdo e forma.

O modernismo influenciou inúmeras gerações posteriores de compositores como Chico Buarque de Holanda e a Tropicália.

O concerto desta etapa do Bravíssimo homenageia músicos brasileiros e europeus dentro desta nova estética artística, num raro repertório para piano e clarinete de compositores brasileiros, os mais significativos do século 20, entre eles José Siqueira, Edmundo Villani-Côrtes e Ernest Mahle.

O CLARINETE

UM INSTRUMENTO ERUDITO E POPULAR

O clarinete é um instrumento musical de sopro, seu som é produzido pela vibração de uma coluna de ar e é extremamente expressivo. Por essa qualidade, ele é utilizado nas orquestras sinfônicas, nos grupos de choro, de samba e de jazz, e também nas bandas militares. Quem toca clarinete é chamado de clarinetista.

O clarinete foi inventado em Nuremberg pelo alemão Johann Denner (1655-1707), famoso fabricante de instrumentos de sopro da época barroca musical (de 1600 a 1750). Ele transformou o instrumento antigo e popular conhecido pelo nome de chalumeau, alongando-o e colocando chaves em seus orifícios.

Em 1777, ouvindo a belíssima orquestra alemã de Mannheim, Mozart descobriu as qualidades do clarinete. Anos depois, em Paris, usou-o pela primeira vez em uma de suas sinfonias, a Sinfonia No 31, conhecida como a Sinfonia de Paris. Assim, pelas mãos de Mozart, o clarinete foi incorporado definitivamente à orquestra sinfônica.

Como instrumento solista, foi utilizado no final do século 19 pelos compositores Johann Strauss, Debussy e outros. Na sua execução, o clarinete utiliza a palheta simples. Em sua boquilha, uma única palheta é ajustada a ela e, quando o músico a coloca entre os lábios, encostada ao lábio inferior, sua pressão e respiração fazem com que a palheta vibre. Esta vibração movimenta a coluna de ar dentro do instrumento, produzindo o som.

O CLARINETE NO BRASIL

Sabe-se que a definitiva chegada do clarinete ao Brasil deu-se por ocasião da chegada da corte de Portugal no Brasil, quando vieram bandas militares portuguesas acompanhando o Príncipe Regente D. João VI. A criação do Conservatório de Música do Rio de Janeiro em 1848 deu início ao ensino regular deste instrumento.

Sugestão para ouvir:

Ÿ Segundo Movimento do Concerto para Clarinete e Orquestra, de Mozart, K.622

Ÿ Início de Rhapsody in Blue para Piano e Orquestra, de Gershwin

 PROGRAMA | SETEMBRO 2019

SONATINA

1. Moderato – Allegro
2. Andante
3. Poco Allegro

SONATA

1. Allegro Tristemente
2. Romanza
3. Allegro con fuoco

SONATINA

SONATINA

1. Allegro Molto
2. Dolentemente
3. Allegro

COMPOSITORES

BOHUSLAV MARTINÚ
(1890-1959)
FRANCIS POULENC
(1899-1963)
EDMUNDO VILLANI-CORTES
(1930)
ERNEST MAHLE
(1929)
JOSÉ SIQUEIRA
(1907-1985)

QUEM FAZ

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DUO PALHETA AO PIANO

CONCERTISTA
Com 19 anos de atividade o Duo Palheta ao Piano vem se destacando no cenário camerístico nacional, conquistando primeiros prêmios em importantes concursos no Brasil e exterior. Participaram como artistas convidados nas convenções ClarinetFest 2008, 2010 e 2014 e de turnês na Alemanha, Estados Unidos e França.
O Duo foi premiado em primeiro lugar em 15 competições, destacando o Artist Presentation Society Audition e o III Concurso de Música de Câmera – 51º Festival Villa-Lobos.
Discografia: Obras Brasileiras para Clarinete e Piano (2013), Viagem Infinita (2017) e Música Brasileira para Clarinete e Piano (2019).
Jairo Wilkens é, atualmente, primeiro clarinetista da Orquestra Sinfônica do Paraná. Natural da cidade de Vigia (Pará) estudou no Conservatório Carlos Gomes com Oleg Andryeyev. Masterclasses com Walter Boeykens e Paul Meyer. Em 2016, Jairo lançou seu primeiro CD solo intitulado “Clarinete Solo Brasileiro” um registro inédito de obras de compositores eruditos brasileiros contemporâneos.
Clenice Ortigara atua como pianista do Coro da Camerata Antiqua de Curitiba e professora concursada na UNESPAR/Campus de Curitiba I – Embap. Nasceu em Cascavel (PR) e concluiu os cursos de Bacharelado em Piano e Licenciatura em Música na Escola de Música e Belas Artes do Paraná e mestrado em Piano Performance, Música de Câmara e Ópera na Universidade de Missouri, nos Estados Unidos. Teve como professores Leilah Paiva, Olga Kiun e Janice Wenger.

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LIANA JUSTUS

CURADORIA
Há 25 anos formando novas plateias em música clássica! Mestre em História pela Universidade Federal do Paraná; Especialista em História da Música pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná; Licenciada em Educação Musical; Curso Superior de Piano; Palestrante e Pesquisadora; Membro da Academia de Cultura de Curitiba; Membro do Centro Feminino de Cultura; Coautora de 11 livros publicados sobre música, dois deles finalistas do Prêmio Jabuti de 2008 e 2011. www.lianajustus.com.br

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